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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
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Hoje gostaria de abordar sobre um assunto que tem me causado inquietações constantes, tamanha gravidade dos fatos.
É notório que, atualmente vivemos em uma crise no meio eclesiástico Brasileiro. Muitas pessoas estão deixando de frequentar à igreja, desiludidas, feridas e desanimadas com o ambiente eclesiástico. Alguns podem afirmar o contrário, tendo em vista as últimas pesquisas que apontam um crescimento na população evangélica Brasileira, ou até mesmo por causa das diversas igrejas existentes em nosso país que possuem suas "super lotações" (MIR, Renascer, Sara Nossa Terra, IURD, igreja Mundial, Fonte da Vida, Luz para os Povos, etc.), porém não podemos esquecer que - no mínimo, na mesma proporção - ocorre também a saída de pessoas de tais igrejas por diversos motivos, tais como: decepções, abusos autoritários, manipulações, distorções bíblicas, ênfase no dinheiro, etc.
Tenho lido muitos artigos na internet que vem sendo divulgados sobre o tema, também existem diversos livros que estão sendo lançados pelo mundo com o objetivo de encontrar explicações para esta crise eclesiástica, tentando apontar algumas soluções para contornar a situação. Atualmente estou lendo o livro "Porque você não quer mais ir à igreja" - de Wayne Jacobsen e Dave Coleman - que trata exatamente sobre este tema.
Creio que é chegado o momento de abordarmos este assunto, com responsabilidade e temor, e começar a analisar alguns aspectos críticos e preocupantes desta problemática.
Em síntese, na minha opinião, o "ponto nefráugico" está exatamente na questão teológica. Os ensinamentos Bíblicos de muitas igrejas são superficiais, indutivos, interesseiros, fragmentados e místicos.
Superficiais, porque falta um preparo teológico hermeneuticamente correto, falta dedicação, falta zelo pela palavra de Deus e falta pregações expositivas, pois é repassado um ensino bíblico "enlatado" e fragmentado em detrimento de uma interpretação exegeticamente honesta e correta. Indutivos e interesseiros, porque visa exclusivamente os interesses particulares de seus líderes. Fragmentados e místicos, porque é pregado passagens fora de seus devidos contextos para que as mesmas sejam alegoricamente colocadas de uma forma mística.
Tudo isso, ao meu ver, se torna o ponto de partida para os "absurdos" que vemos hoje em dia.
Um desses "absurdos" que mais influenciam na saída de pessoas dessas denominações é exatamente o que vou colocar a seguir. Trata-se de um assunto delicado, pois toca diretamente na parte estrutural das denominações. Falarei sobre "autoridades eclesiásticas".
Para quem se afastou da igreja, ou para quem está congregando em alguma, quando escutam esta frase, logo vem em mente à figura da liderança principal da igreja, aquela pessoa eloquente e "ungida" que é supostamente "bem preparada" teologicamente, aquele que foi escolhido por Deus para ser o líder da igreja, a voz que decide tudo sobre a congregação, a palavra final e absoluta - a "cobertura espiritual" da igreja, a “autoridade eclesiástica” de todos os membros da mesma.
É impressionante e assustador a quantidade de casos que já presenciei de líderes que usam e abusam desta suposta "autoridade".
Um exemplo posso citar logo abaixo. Veja o que um conhecido Bispo de uma igreja neopentecostal colocou a respeito de sua "autoridade" perante os demais membros:
Quando você estuda a Bíblia percebe, entre outras coisas, a importância dacobertura espiritual sobre nossas vidas. Cobertura esta manifestada através da Igreja e de suas autoridades delegadas. A cobertura espiritual é o condutor do que a Igreja pode nos oferecer. Como a Igreja é o Corpo do nosso Senhor Jesus, tudo o que o Senhor Jesus pode fazer em nós e através de nós acontece quando estamos sujeitos à cobertura espiritual. [...] Foi Deus que instituiu a cobertura espiritual em nossas vidas, e segundo o Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, ela foi constituída para o nosso bem. Ela é importante para nossa vida, pois demarca limites em nossas vidas. [...] O nosso Deus é um pai bondoso e atencioso. Como bom Pai que é Ele estabelece limites para crescermos saudáveis e através da autoridade espiritual por Ele constituído é que somos edificados para este crescimento.Reconheça a cobertura espiritual de Deus para a sua vida. A cobertura da Igreja, pois com ela você poderá declarar que “nenhuma arma forjada contra você prosperará”, pois este é seu direito como membro coberto da Igreja de Jesus.
Autor: Bispo Fábio Sousa
Fonte: www.fontedavida.com.br
Vejam o quão oportunista é este discurso acima. Posso afirmar com conhecimento de causa - conheço bem esta denominação - que tal colocação é ensinada e repassada à todos os membros desta igreja, os pastores ensinam aos seus discípulos o mesmo conteúdo que aprenderam de sua "cobertura espiritual", e assim por diante. Para todos que começam a frequentar os cultos desta denominação, recebem tais ensinamentos.
A “autoridade” é colocada diretamente nos líderes da denominação, para que ninguém ouse a se levantar com alguma coisa dita, ensinada ou praticada por tais líderes. O famoso discurso de "não toqueis nos ungidos de Deus".
O primeiro argumento que podemos analisar é que, o ensino de cobertura espiritual carece de sustentação exegética.
Frank Viola, em seu livro "Quem é tua cobertura?", com muita propriedade disserta sobre o tema, veja abaixo:
- É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.
Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a autenticidade de uma igreja ou ministério.
Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em outras palavras: “A quem você presta contas?”.
Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos, mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13; 13:17; 1 Ped. 4:5).
Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples: “presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque tantos mal entendidos e falsas acusações.
Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.
Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.
O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.
Consequentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a “cobertura” é apenas um mecanismo protetor.
Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam protegidos do erro.
O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa que tem mais autoridade.
O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na pirâmide eclesiástica.
De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.
Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.
Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?
Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”.
Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a “cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?
Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é impulsionado por um espírito de controle.
***
O ensino da cobertura espiritual se encaixa exatamente neste sentido que Frank Viola explicou acima. Seria uma espécie de "proteção espiritual" de líderes para com seus "controlados" membros da igreja. Quem estiver debaixo da cobertura, supostamente estará protegido de ataques do maligno, de doenças, de crises financeiras, etc. Ao contrário, quem ousará ir contra sua própria “cobertura espiritual”, aquele que é “autoridade espiritual” sobre sua própria vida? Vejam só a gravidade do problema, é aí que começa a manipulação eclesiástica que (também) tem contribuído para desistências congregacionais de pessoas.
O referido Bispo erra em afirmar que o crente tem que estar debaixo de uma cobertura para se proteger, pois com isso ele nega a responsabilidade individual de cada um perante seus atos (Rm 14:12), e o pior, condiciona um poder de proteção espiritual para ele próprio, proteção esta que só Jesus pode nos dar. O Bispo afirma que "o agir de Jesus" no crente está condicionado ao mesmo estar debaixo da cobertura deles. Um absurdo! Onde está isso na Bíblia?
Se alguém pecar, não vai ser uma "cobertura" que vai livrar esta pessoa das consequências de seu pecado. E também não vai ser uma "cobertura eclesiástica" que vai livrar o Cristão da "contaminação do mundo". A santificação do Cristão agora depende de cobertura espiritual? Absolutamente não!
Este ensino escraviza e acomoda o Cristão a uma falsa proteção de líderes que, na verdade estão interessados em somente controlar e manipular os membros de suas mega-congregações. É Deus quem nos guarda e protege e não um líder eclesiástico com sua falsa doutrina de "cobertura de controle".
O referido Bispo, abusando de sua teologia distorcida, erra também na afirmação de que nas igrejas existem "autoridades delegadas" que seriam os líderes eclesiásticos. O mesmo cita Romanos 13 para averbar sua colocação de que o Cristão deve se submeter as "autoridades delegadas por Deus".
Claro que temos obrigação de nos submeter às autoridades, conforme esta passagem nos mostra, porém estas autoridades citadas em Romanos de maneira alguma são os líderes eclesiásticos!
Romanos 13, pelo contexto, é direcionado especificamente as “autoridades governamentais e jurídicas”. Não há evidência, nem margem exegética nenhuma para afirmar que “também” é direcionada a “autoridade eclesiástica”. Quem afirmar o contrário estará torcendo o texto sem seguir o contexto, desrespeitando assim as regras de exegese e hermenêutica!
Para se ter uma idéia desta tamanha distorção, Jesus foi bem categórico quando falou sobre este mesmo assunto:
"Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28 (Grifo meu).
Nesta passagem, a Bíblia nos narra quando a mulher de Zebedeu - mãe de Tiago e João - veio até Jesus com seus filhos para pedir que colocasse em seu reino os mesmos em posição de honra e autoridade ao lado direito e esquerdo de Cristo(vs 21). Porém, Jesus foi categórico com eles, como podemos constatar nos versos seguintes.
Será que Paulo em Romanos estaria se contradizendo com JESUS sobre o tema? Será que realmente existem crentes que são “autoridades superiores” perante outros crentes na igreja? Com certeza não! Quem se contradiz são aqueles que afirmam que Rm 13 é direcionado também para a autoridade eclesiástica. Não existe base bíblica neotestamentária para que um crente tenha autoridade espiritual sobre outro crente. Isso é invenção de líderes dominadores que querem manipular e controlar o rebanho da Igreja de Cristo.
A única “autoridade espiritual” que existe na igreja perante os crentes é JESUS. A Bíblia diz em Mt 28:18 “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. (grifo meu)
Jesus é o cabeça do corpo de Cristo, nós todos somos os membros. Nenhum membro do corpo pode exercer superioridade através de autoridade espiritual a outro membro, somente o cabeça (que é Cristo) é que controla todo o corpo. É assim na igreja. Jesus tem autoridade sobre toda a igreja. Todo crente que estiver em Cristo tem a mesma autoridade espiritual que é concedida através de Jesus (1Pe 2:9). O véu foi rasgado, todos nós temos acesso. A unção é a mesma, a autoridade é a mesma, o acesso ao Pai é igual para todos! (Veja 1 Co 12).
A igreja com certeza é uma instituição organizada que foi estabelecida por Cristo, pois sabemos que existem dons e ministérios necessários para a edificação e organização da congregação. Sabemos também que algumas funções têm como objetivo de liderar e coordenar a igreja. Se não fosse assim, teríamos uma verdadeira baderna, e o culto ao a Deus com decência e ordem, não seria possível. Porém, nenhum desses dons autentica o direito de ser “autoridade espiritual” sobre os demais crentes.
É importante colocar que não devemos confundir a “autoridade” de Romanos 13 com a “obediência e submissão” de Hebreus 13:17, vejamos:
“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”. Hb 13:17 (grifo meu)
Analisando esta passagem:
Obedecei = deixar-se guiar / submeter-se
Submisso (vocábulo "submeter") = grego: hupotaso = sujeição voluntária / obediente / respeitoso / sujeito.
Repare agora na diferença etimológica comparando-se à palavra “autoridade” citada em Rm 13:
Autoridade = poder de mandar / domínio / poder público. (dicionário Aurélio).
Termo grego para autoridade: Exousia = deriva da palavra exestin, que significa uma ação possível e legítima que pode ser levada a cabo sem obstáculo.
Frank Viola comentou sobre esta questão também:
- A autoridade (exousia) relaciona-se com manifestação e comunicação de poder. Mais especificamente, a autoridade é o direito de realizar uma ação particular. A Escritura ensina que Deus é a fonte única de toda autoridade (Rom. 13.1), e esta autoridade foi conferida à Seu Filho (Mat. 28:18; João 3:30-36; 17:2).
Apenas Jesus Cristo tem autoridade. O Senhor Jesus disse claramente, “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. Ao mesmo tempo, Deus delegou Sua autoridade aos homens e mulheres deste mundo para propósitos específicos.
Por exemplo, na ordem natural, Deus instituiu diversas esferas onde Sua autoridade deve ser exercida (Efésios 5:22-6:18; Col. 3:18-25). Estabeleceu certas “autoridades oficiais” com o propósito da preservação da ordem sob o sol. Aos oficiais governamentais, como reis, magistrados e juízes, foi dada esta autoridade (João 19:10, 11; Rom. 13:1 ss.; 1 Tim. 2:2; 1 Ped. 2:13-14).
A autoridade oficial é autoridade conferida a um oficio estático. Funciona independente das ações da pessoa que a ocupa. A autoridade oficial é autoridade posicional e fixa. Enquanto a pessoa ocupar o cargo, tem autoridade.
Quando alguém exerce as funções de autoridade, o recipiente chega a ser “uma autoridade” por seu próprio direito. É por esta razão que se exorta aos cristãos que se sujeitem aos líderes governamentais – não importando seu caráter (Rom. 13:1; 1 Ped. 2:13-19).
Nosso Senhor Jesus, assim como Paulo, mostraram espírito de sujeição quando compareceram ante a autoridade oficial (Mat. 26:63-64; Atos 23:2-5). De maneira similar, devemos sempre nos sujeitar a esta autoridade. A ausência de lei e o desprezo pela autoridade são sinais de uma natureza pecadora (2 Ped. 2:10; Judas 8). Ao mesmo tempo, a sujeição e a obediência são duas coisas bem diferentes, e é um erro fatal confundi-las.
Sujeição Versus Obediência.
Em que difere a sujeição da obediência? A sujeição é uma atitude. A obediência é uma ação. A sujeição é absoluta. A obediência é relativa. A sujeição é incondicional. A obediência é condicional. A sujeição é um assunto interior. A obediência é um assunto exterior.
Deus nos convoca a ter um espírito de humilde sujeição diante daqueles que Ele colocou em autoridade sobre nós na ordem natural. Contudo, não podemos obedecer-los se nos mandam fazer o que viola Sua vontade, porque a autoridade de Deus é maior que qualquer autoridade terrena.
Não obstante, você pode desobedecer enquanto se submete. Pode desobedecer a uma autoridade terrena mantendo um espírito de humilde sujeição. Pode desobedecer e ao mesmo tempo manter uma atitude de respeito e reverencia distinto do espírito de rebelião, injuria e subversão (1 Tim. 2:1-2; 2 Ped. 2:10; Judas 8).
A desobediência das parteiras hebréias (Ex. 1:17), os três jovens hebreus (Dn. 3:17-18), Daniel (Dn. 6:8-10), e os apóstolos (Atos 4:18-20; 5:27-29) exemplificam o principio de estar sujeito a uma autoridade oficial ao mesmo tempo em que desobedece quando esta se choca com a vontade de Deus.
Se Deus estabelece autoridade oficial para operar na ordem natural, ele não instituiu este tipo de autoridade na igreja. É por essa razão que os líderes eclesiásticos silenciam diante dos argumentos de Paulo na esfera da autoridade em Efésios 5-6 e Colossenses 3.
Deus dá autoridade (exousia) aos crentes para exercer certos direitos. Entre eles está a autoridade (exousia) de serem feitos filhos de Deus (João 1:12), possuir propriedades (Atos 5:4), decidir casar-se ou não (1 Cor. 7:37), decidir o que comer ou beber (1 Cor. 8:9), curar enfermidades (Mar. 3:15), expulsar demônios (Mat. 10:1; Mar. 6:7; Luc. 9:1; 10:19), edificar a igreja (2 Cor. 10:8; 13:10), receber bênçãos especiais associadas a certos ministérios (1 Cor. 9:4-18; 2 Tes. 3:8-9), ter autoridade sobre as nações e comer da árvore da vida no reino futuro (Ap. 2:26; 22:14).
Mas em nenhuma parte a Bíblia ensina que Deus deu autoridade (exousia) aos crentes sobre outros crentes!
Recordemos a palavra de nosso Senhor em Mateus 20:25-26 e Lucas 22:25-26 onde condena as formas de autoridade tipo exousia entre seus seguidores. Este fato deve ser motivo para uma séria reflexão.
Portanto, sugerir que os líderes na igreja devem exercer o mesmo tipo de autoridade que os dignitários representa logicamente um salto e uma excessiva generalização. Uma vez mais, o NT nunca vincula a exousia aos líderes da igreja, nem estabelece que alguns crentes tenham exousia sobre outros crentes.
Sem dúvida, o AT descreve os profetas, sacerdotes, reis e juízes, como autoridades oficiais. Isto se deve ao fato destes “ofícios” serem sombras da autoridade ministerial do próprio Jesus Cristo. Cristo é o verdadeiro Profeta, Sacerdote, Rei e Juiz. Mas no NT nunca encontramos qualquer passagem que descreva ou represente algum líder enquanto autoridade oficial. Isto inclui os guardiões locais, assim como aos obreiros de fora.
Para ser franco, a noção de que os cristãos têm autoridade sobre outros cristãos é um exemplo de exegese forçada e, como tal, é biblicamente insustentável. Quando os líderes da igreja exercem o mesmo tipo de autoridade que desempenham os oficiais governamentais, tornam-se usurpadores!
Certamente, a autoridade funciona na igreja, mas esta autoridade que funciona na ekklesia é notavelmente diferente da que se exerce na ordem natural. Isto faz sentido na medida em que a igreja não é uma organização humana, mas um organismo espiritual. A autoridade que opera na igreja não é oficial. É orgânica!
***
Nós devemos ter os nossos líderes e pastores de uma maneira respeitosa e submissa, no sentido de “deixar os mesmos nos guiar na Palavra e no ensino de Deus”. Devemos confiar com segurança que os mesmos são servos de Deus para cuidar, apascentar e ensinar a Igreja de Cristo e também para coordenar a igreja em sua forma funcional e organizacional. O Pastor merece honra, reconhecimento e respeito de todos da Igreja. Porém o líder também é humano, sujeito a erros e a pecados, bem como a exortação e repreensão.
Mas, jamais devemos ter nossos pastores ou líderes como se fossem superiores aos demais irmãos da igreja, como se os mesmos possuíssem “unção diferenciada” ou “poderes especiais”. Somos co-herdeiros em Cristo, o véu foi rasgado e temos acesso à vida através de Jesus, bem como a unção procede diretamente de Deus para todo o Corpo de Cristo. Temos todos a mesma unção e os mesmos direitos, não precisamos de nenhum “homem mediador” para ter acesso ao pai. O único mediador entre Deus e os homens é JESUS CRISTO!
Após refletir nesse artigo, chego a seguinte conclusão preliminar: porque as pessoas não querem mais ir à igreja? Um dos motivos é por causa dos líderes manipuladores que pregam distorções Bíblicas em benefício próprio.
Ruy Marinho
Blog Bereianos
Autoridade para manipular crentes!
Hoje gostaria de abordar sobre um assunto que tem me causado inquietações constantes, tamanha gravidade dos fatos.É notório que, atualmente vivemos em uma crise no meio eclesiástico Brasileiro. Muitas pessoas estão deixando de frequentar à igreja, desiludidas, feridas e desanimadas com o ambiente eclesiástico. Alguns podem afirmar o contrário, tendo em vista as últimas pesquisas que apontam um crescimento na população evangélica Brasileira, ou até mesmo por causa das diversas igrejas existentes em nosso país que possuem suas "super lotações" (MIR, Renascer, Sara Nossa Terra, IURD, igreja Mundial, Fonte da Vida, Luz para os Povos, etc.), porém não podemos esquecer que - no mínimo, na mesma proporção - ocorre também a saída de pessoas de tais igrejas por diversos motivos, tais como: decepções, abusos autoritários, manipulações, distorções bíblicas, ênfase no dinheiro, etc.
Tenho lido muitos artigos na internet que vem sendo divulgados sobre o tema, também existem diversos livros que estão sendo lançados pelo mundo com o objetivo de encontrar explicações para esta crise eclesiástica, tentando apontar algumas soluções para contornar a situação. Atualmente estou lendo o livro "Porque você não quer mais ir à igreja" - de Wayne Jacobsen e Dave Coleman - que trata exatamente sobre este tema.
Creio que é chegado o momento de abordarmos este assunto, com responsabilidade e temor, e começar a analisar alguns aspectos críticos e preocupantes desta problemática.
Em síntese, na minha opinião, o "ponto nefráugico" está exatamente na questão teológica. Os ensinamentos Bíblicos de muitas igrejas são superficiais, indutivos, interesseiros, fragmentados e místicos.
Superficiais, porque falta um preparo teológico hermeneuticamente correto, falta dedicação, falta zelo pela palavra de Deus e falta pregações expositivas, pois é repassado um ensino bíblico "enlatado" e fragmentado em detrimento de uma interpretação exegeticamente honesta e correta. Indutivos e interesseiros, porque visa exclusivamente os interesses particulares de seus líderes. Fragmentados e místicos, porque é pregado passagens fora de seus devidos contextos para que as mesmas sejam alegoricamente colocadas de uma forma mística.
Tudo isso, ao meu ver, se torna o ponto de partida para os "absurdos" que vemos hoje em dia.
Um desses "absurdos" que mais influenciam na saída de pessoas dessas denominações é exatamente o que vou colocar a seguir. Trata-se de um assunto delicado, pois toca diretamente na parte estrutural das denominações. Falarei sobre "autoridades eclesiásticas".
Para quem se afastou da igreja, ou para quem está congregando em alguma, quando escutam esta frase, logo vem em mente à figura da liderança principal da igreja, aquela pessoa eloquente e "ungida" que é supostamente "bem preparada" teologicamente, aquele que foi escolhido por Deus para ser o líder da igreja, a voz que decide tudo sobre a congregação, a palavra final e absoluta - a "cobertura espiritual" da igreja, a “autoridade eclesiástica” de todos os membros da mesma.
É impressionante e assustador a quantidade de casos que já presenciei de líderes que usam e abusam desta suposta "autoridade".
Um exemplo posso citar logo abaixo. Veja o que um conhecido Bispo de uma igreja neopentecostal colocou a respeito de sua "autoridade" perante os demais membros:
Quando você estuda a Bíblia percebe, entre outras coisas, a importância dacobertura espiritual sobre nossas vidas. Cobertura esta manifestada através da Igreja e de suas autoridades delegadas. A cobertura espiritual é o condutor do que a Igreja pode nos oferecer. Como a Igreja é o Corpo do nosso Senhor Jesus, tudo o que o Senhor Jesus pode fazer em nós e através de nós acontece quando estamos sujeitos à cobertura espiritual. [...] Foi Deus que instituiu a cobertura espiritual em nossas vidas, e segundo o Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, ela foi constituída para o nosso bem. Ela é importante para nossa vida, pois demarca limites em nossas vidas. [...] O nosso Deus é um pai bondoso e atencioso. Como bom Pai que é Ele estabelece limites para crescermos saudáveis e através da autoridade espiritual por Ele constituído é que somos edificados para este crescimento.Reconheça a cobertura espiritual de Deus para a sua vida. A cobertura da Igreja, pois com ela você poderá declarar que “nenhuma arma forjada contra você prosperará”, pois este é seu direito como membro coberto da Igreja de Jesus.
Autor: Bispo Fábio Sousa
Fonte: www.fontedavida.com.br
Vejam o quão oportunista é este discurso acima. Posso afirmar com conhecimento de causa - conheço bem esta denominação - que tal colocação é ensinada e repassada à todos os membros desta igreja, os pastores ensinam aos seus discípulos o mesmo conteúdo que aprenderam de sua "cobertura espiritual", e assim por diante. Para todos que começam a frequentar os cultos desta denominação, recebem tais ensinamentos.
A “autoridade” é colocada diretamente nos líderes da denominação, para que ninguém ouse a se levantar com alguma coisa dita, ensinada ou praticada por tais líderes. O famoso discurso de "não toqueis nos ungidos de Deus".
O primeiro argumento que podemos analisar é que, o ensino de cobertura espiritual carece de sustentação exegética.
Frank Viola, em seu livro "Quem é tua cobertura?", com muita propriedade disserta sobre o tema, veja abaixo:
- É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.
Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a autenticidade de uma igreja ou ministério.
Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em outras palavras: “A quem você presta contas?”.
Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos, mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13; 13:17; 1 Ped. 4:5).
Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples: “presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque tantos mal entendidos e falsas acusações.
Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.
Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.
O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.
Consequentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a “cobertura” é apenas um mecanismo protetor.
Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam protegidos do erro.
O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa que tem mais autoridade.
O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na pirâmide eclesiástica.
De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.
Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.
Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?
Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”.
Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a “cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?
Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é impulsionado por um espírito de controle.
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O ensino da cobertura espiritual se encaixa exatamente neste sentido que Frank Viola explicou acima. Seria uma espécie de "proteção espiritual" de líderes para com seus "controlados" membros da igreja. Quem estiver debaixo da cobertura, supostamente estará protegido de ataques do maligno, de doenças, de crises financeiras, etc. Ao contrário, quem ousará ir contra sua própria “cobertura espiritual”, aquele que é “autoridade espiritual” sobre sua própria vida? Vejam só a gravidade do problema, é aí que começa a manipulação eclesiástica que (também) tem contribuído para desistências congregacionais de pessoas.
O referido Bispo erra em afirmar que o crente tem que estar debaixo de uma cobertura para se proteger, pois com isso ele nega a responsabilidade individual de cada um perante seus atos (Rm 14:12), e o pior, condiciona um poder de proteção espiritual para ele próprio, proteção esta que só Jesus pode nos dar. O Bispo afirma que "o agir de Jesus" no crente está condicionado ao mesmo estar debaixo da cobertura deles. Um absurdo! Onde está isso na Bíblia?
Se alguém pecar, não vai ser uma "cobertura" que vai livrar esta pessoa das consequências de seu pecado. E também não vai ser uma "cobertura eclesiástica" que vai livrar o Cristão da "contaminação do mundo". A santificação do Cristão agora depende de cobertura espiritual? Absolutamente não!
Este ensino escraviza e acomoda o Cristão a uma falsa proteção de líderes que, na verdade estão interessados em somente controlar e manipular os membros de suas mega-congregações. É Deus quem nos guarda e protege e não um líder eclesiástico com sua falsa doutrina de "cobertura de controle".
O referido Bispo, abusando de sua teologia distorcida, erra também na afirmação de que nas igrejas existem "autoridades delegadas" que seriam os líderes eclesiásticos. O mesmo cita Romanos 13 para averbar sua colocação de que o Cristão deve se submeter as "autoridades delegadas por Deus".
Claro que temos obrigação de nos submeter às autoridades, conforme esta passagem nos mostra, porém estas autoridades citadas em Romanos de maneira alguma são os líderes eclesiásticos!
Romanos 13, pelo contexto, é direcionado especificamente as “autoridades governamentais e jurídicas”. Não há evidência, nem margem exegética nenhuma para afirmar que “também” é direcionada a “autoridade eclesiástica”. Quem afirmar o contrário estará torcendo o texto sem seguir o contexto, desrespeitando assim as regras de exegese e hermenêutica!
Para se ter uma idéia desta tamanha distorção, Jesus foi bem categórico quando falou sobre este mesmo assunto:
"Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28 (Grifo meu).
Nesta passagem, a Bíblia nos narra quando a mulher de Zebedeu - mãe de Tiago e João - veio até Jesus com seus filhos para pedir que colocasse em seu reino os mesmos em posição de honra e autoridade ao lado direito e esquerdo de Cristo(vs 21). Porém, Jesus foi categórico com eles, como podemos constatar nos versos seguintes.
Será que Paulo em Romanos estaria se contradizendo com JESUS sobre o tema? Será que realmente existem crentes que são “autoridades superiores” perante outros crentes na igreja? Com certeza não! Quem se contradiz são aqueles que afirmam que Rm 13 é direcionado também para a autoridade eclesiástica. Não existe base bíblica neotestamentária para que um crente tenha autoridade espiritual sobre outro crente. Isso é invenção de líderes dominadores que querem manipular e controlar o rebanho da Igreja de Cristo.
A única “autoridade espiritual” que existe na igreja perante os crentes é JESUS. A Bíblia diz em Mt 28:18 “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. (grifo meu)
Jesus é o cabeça do corpo de Cristo, nós todos somos os membros. Nenhum membro do corpo pode exercer superioridade através de autoridade espiritual a outro membro, somente o cabeça (que é Cristo) é que controla todo o corpo. É assim na igreja. Jesus tem autoridade sobre toda a igreja. Todo crente que estiver em Cristo tem a mesma autoridade espiritual que é concedida através de Jesus (1Pe 2:9). O véu foi rasgado, todos nós temos acesso. A unção é a mesma, a autoridade é a mesma, o acesso ao Pai é igual para todos! (Veja 1 Co 12).
A igreja com certeza é uma instituição organizada que foi estabelecida por Cristo, pois sabemos que existem dons e ministérios necessários para a edificação e organização da congregação. Sabemos também que algumas funções têm como objetivo de liderar e coordenar a igreja. Se não fosse assim, teríamos uma verdadeira baderna, e o culto ao a Deus com decência e ordem, não seria possível. Porém, nenhum desses dons autentica o direito de ser “autoridade espiritual” sobre os demais crentes.
É importante colocar que não devemos confundir a “autoridade” de Romanos 13 com a “obediência e submissão” de Hebreus 13:17, vejamos:
“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”. Hb 13:17 (grifo meu)
Analisando esta passagem:
Obedecei = deixar-se guiar / submeter-se
Submisso (vocábulo "submeter") = grego: hupotaso = sujeição voluntária / obediente / respeitoso / sujeito.
Repare agora na diferença etimológica comparando-se à palavra “autoridade” citada em Rm 13:
Autoridade = poder de mandar / domínio / poder público. (dicionário Aurélio).
Termo grego para autoridade: Exousia = deriva da palavra exestin, que significa uma ação possível e legítima que pode ser levada a cabo sem obstáculo.
Frank Viola comentou sobre esta questão também:
- A autoridade (exousia) relaciona-se com manifestação e comunicação de poder. Mais especificamente, a autoridade é o direito de realizar uma ação particular. A Escritura ensina que Deus é a fonte única de toda autoridade (Rom. 13.1), e esta autoridade foi conferida à Seu Filho (Mat. 28:18; João 3:30-36; 17:2).
Apenas Jesus Cristo tem autoridade. O Senhor Jesus disse claramente, “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. Ao mesmo tempo, Deus delegou Sua autoridade aos homens e mulheres deste mundo para propósitos específicos.
Por exemplo, na ordem natural, Deus instituiu diversas esferas onde Sua autoridade deve ser exercida (Efésios 5:22-6:18; Col. 3:18-25). Estabeleceu certas “autoridades oficiais” com o propósito da preservação da ordem sob o sol. Aos oficiais governamentais, como reis, magistrados e juízes, foi dada esta autoridade (João 19:10, 11; Rom. 13:1 ss.; 1 Tim. 2:2; 1 Ped. 2:13-14).
A autoridade oficial é autoridade conferida a um oficio estático. Funciona independente das ações da pessoa que a ocupa. A autoridade oficial é autoridade posicional e fixa. Enquanto a pessoa ocupar o cargo, tem autoridade.
Quando alguém exerce as funções de autoridade, o recipiente chega a ser “uma autoridade” por seu próprio direito. É por esta razão que se exorta aos cristãos que se sujeitem aos líderes governamentais – não importando seu caráter (Rom. 13:1; 1 Ped. 2:13-19).
Nosso Senhor Jesus, assim como Paulo, mostraram espírito de sujeição quando compareceram ante a autoridade oficial (Mat. 26:63-64; Atos 23:2-5). De maneira similar, devemos sempre nos sujeitar a esta autoridade. A ausência de lei e o desprezo pela autoridade são sinais de uma natureza pecadora (2 Ped. 2:10; Judas 8). Ao mesmo tempo, a sujeição e a obediência são duas coisas bem diferentes, e é um erro fatal confundi-las.
Sujeição Versus Obediência.
Em que difere a sujeição da obediência? A sujeição é uma atitude. A obediência é uma ação. A sujeição é absoluta. A obediência é relativa. A sujeição é incondicional. A obediência é condicional. A sujeição é um assunto interior. A obediência é um assunto exterior.
Deus nos convoca a ter um espírito de humilde sujeição diante daqueles que Ele colocou em autoridade sobre nós na ordem natural. Contudo, não podemos obedecer-los se nos mandam fazer o que viola Sua vontade, porque a autoridade de Deus é maior que qualquer autoridade terrena.
Não obstante, você pode desobedecer enquanto se submete. Pode desobedecer a uma autoridade terrena mantendo um espírito de humilde sujeição. Pode desobedecer e ao mesmo tempo manter uma atitude de respeito e reverencia distinto do espírito de rebelião, injuria e subversão (1 Tim. 2:1-2; 2 Ped. 2:10; Judas 8).
A desobediência das parteiras hebréias (Ex. 1:17), os três jovens hebreus (Dn. 3:17-18), Daniel (Dn. 6:8-10), e os apóstolos (Atos 4:18-20; 5:27-29) exemplificam o principio de estar sujeito a uma autoridade oficial ao mesmo tempo em que desobedece quando esta se choca com a vontade de Deus.
Se Deus estabelece autoridade oficial para operar na ordem natural, ele não instituiu este tipo de autoridade na igreja. É por essa razão que os líderes eclesiásticos silenciam diante dos argumentos de Paulo na esfera da autoridade em Efésios 5-6 e Colossenses 3.
Deus dá autoridade (exousia) aos crentes para exercer certos direitos. Entre eles está a autoridade (exousia) de serem feitos filhos de Deus (João 1:12), possuir propriedades (Atos 5:4), decidir casar-se ou não (1 Cor. 7:37), decidir o que comer ou beber (1 Cor. 8:9), curar enfermidades (Mar. 3:15), expulsar demônios (Mat. 10:1; Mar. 6:7; Luc. 9:1; 10:19), edificar a igreja (2 Cor. 10:8; 13:10), receber bênçãos especiais associadas a certos ministérios (1 Cor. 9:4-18; 2 Tes. 3:8-9), ter autoridade sobre as nações e comer da árvore da vida no reino futuro (Ap. 2:26; 22:14).
Mas em nenhuma parte a Bíblia ensina que Deus deu autoridade (exousia) aos crentes sobre outros crentes!
Recordemos a palavra de nosso Senhor em Mateus 20:25-26 e Lucas 22:25-26 onde condena as formas de autoridade tipo exousia entre seus seguidores. Este fato deve ser motivo para uma séria reflexão.
Portanto, sugerir que os líderes na igreja devem exercer o mesmo tipo de autoridade que os dignitários representa logicamente um salto e uma excessiva generalização. Uma vez mais, o NT nunca vincula a exousia aos líderes da igreja, nem estabelece que alguns crentes tenham exousia sobre outros crentes.
Sem dúvida, o AT descreve os profetas, sacerdotes, reis e juízes, como autoridades oficiais. Isto se deve ao fato destes “ofícios” serem sombras da autoridade ministerial do próprio Jesus Cristo. Cristo é o verdadeiro Profeta, Sacerdote, Rei e Juiz. Mas no NT nunca encontramos qualquer passagem que descreva ou represente algum líder enquanto autoridade oficial. Isto inclui os guardiões locais, assim como aos obreiros de fora.
Para ser franco, a noção de que os cristãos têm autoridade sobre outros cristãos é um exemplo de exegese forçada e, como tal, é biblicamente insustentável. Quando os líderes da igreja exercem o mesmo tipo de autoridade que desempenham os oficiais governamentais, tornam-se usurpadores!
Certamente, a autoridade funciona na igreja, mas esta autoridade que funciona na ekklesia é notavelmente diferente da que se exerce na ordem natural. Isto faz sentido na medida em que a igreja não é uma organização humana, mas um organismo espiritual. A autoridade que opera na igreja não é oficial. É orgânica!
***
Nós devemos ter os nossos líderes e pastores de uma maneira respeitosa e submissa, no sentido de “deixar os mesmos nos guiar na Palavra e no ensino de Deus”. Devemos confiar com segurança que os mesmos são servos de Deus para cuidar, apascentar e ensinar a Igreja de Cristo e também para coordenar a igreja em sua forma funcional e organizacional. O Pastor merece honra, reconhecimento e respeito de todos da Igreja. Porém o líder também é humano, sujeito a erros e a pecados, bem como a exortação e repreensão.
Mas, jamais devemos ter nossos pastores ou líderes como se fossem superiores aos demais irmãos da igreja, como se os mesmos possuíssem “unção diferenciada” ou “poderes especiais”. Somos co-herdeiros em Cristo, o véu foi rasgado e temos acesso à vida através de Jesus, bem como a unção procede diretamente de Deus para todo o Corpo de Cristo. Temos todos a mesma unção e os mesmos direitos, não precisamos de nenhum “homem mediador” para ter acesso ao pai. O único mediador entre Deus e os homens é JESUS CRISTO!
Após refletir nesse artigo, chego a seguinte conclusão preliminar: porque as pessoas não querem mais ir à igreja? Um dos motivos é por causa dos líderes manipuladores que pregam distorções Bíblicas em benefício próprio.
Ruy Marinho
Blog Bereianos
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
5 Distorções Atuais do Evangelho
01) O Evangelho Bolo de Caixinha: Se você deixa de fora os ingredientes principais, nossas almas nunca se “elevarão” a Deus. Não precisamos da mensagem reduzida a alguns elementos irreduzíveis, precisamos do Evangelho completo. Você não espera que seu carro ande sem todas as peças. Você não espera que seu corpo funcione sem todos os órgãos funcionando adequadamente. Você não espera que um bolo fique gostoso se ele é feito e misturado sem os ingredientes certos. O evangelho sem arrependimento não é o Evangelho. Atos 18.26: Logo [Apolo] começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áqüila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus.
2) O Evangelho Cultural: Esqueça o vendedor pós-moderno e vá ao coração da necessidade humana que nunca muda. Entender a “cultura” é muito menos importante que saber o que a Bíblia diz sobre todo coração humano separado de Deus. Nós não precisamos do habilidoso pessoal de vendas distribuindo o Evangelho. Precisamos de mensageiros corajosos, cheios do Espírito, com um coração repleto de compaixão pelos perdidos. O evangelho sem a verdade autoritativa/obrigatória não é o Evangelho. Atos 17.30: No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam.
3) O Evangelho Legal: Jesus transcende as tendências da moda. O Jesus do marketing é ineficaz e medíocre. Não precisamos “embelezar” a mensagem, precisamos anunciá-la. Precisamos parar de redesenhar Jesus em algum esforço equivocado de fazê-lo mais atraente. Jesus não precisa ser mais parecido conosco; nós precisamos ser mais parecidos com Ele. O evangelho enrolado num pacote estiloso não é o Evangelho. Apocalipse 3.17: “Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu”.
4) O Evangelho Carnal: O que Jesus pode fazer por mim: saúde, prosperidade, alegria sempre, dor nunca? Jesus resolve essas questões, mas não da maneira que poderíamos pensar. Ele mudará o que você quer muito mais do que o que você tem. O evangelho egoísta que promete coisas que Jesus não promete é uma mentira e está sentenciando os perdidos que o ouvem a uma surpresa chocante na eternidade. O evangelho do “primeiro eu, depois Jesus” não é o Evangelho. Marcos 8.35:“Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.”
5) O Evangelho Cuidadoso: Não vamos irritar ninguém, apenas deixe-os confortáveis e retornando; haverá muito tempo para as pessoas perceberem. O evangelho do “traga-os à igreja, e na hora tudo virá junto enquanto não os ofendermos” é um evangelho perigoso. Boas intenções não são bastante. O evangelho sem urgência não é o Evangelho. 2 Coríntios 6.2: Digo-lhes que agora é “O TEMPO FAVORÁVEL”, agora é “O DIA DA SALVAÇÃO”!
Você entende as implicações de um evangelho distorcido? Que horror imaginar que muitas pessoas pensam que estão prontas para encontrar-se com Deus, apenas para descobrir que nunca estiveram porque criam em um evangelho distorcido. Mateus 7 prediz uma cena assim de surpresa chocante. Mateus 7.22-23: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. AFASTEM-SE DE MIM VOCÊS, QUE PRATICAM O MAL!”.
Eu Quero o Evangelho Completo
Cada grama da verdade; dê-me exatamente como está na Bíblia.
Cada grama da verdade; dê-me exatamente como está na Bíblia.
Eu quero o evangelho completo:
Não dilua a água da vida – não satisfará minha alma sedenta.
Não dilua a água da vida – não satisfará minha alma sedenta.
Eu quero o evangelho completo:
Acenda a luz de Jesus Cristo e não cubra meus olhos – eu preciso de cada raio de Sua radiante glória para dispesar as trevas em mim.
Acenda a luz de Jesus Cristo e não cubra meus olhos – eu preciso de cada raio de Sua radiante glória para dispesar as trevas em mim.
Eu quero o evangelho completo:
Não feche a porta, ou posso não adentrar.
Não feche a porta, ou posso não adentrar.
Eu quero o evangelho completo:
Preciso de um mapa para o caminho estreito, pois poucos o encontram.
Preciso de um mapa para o caminho estreito, pois poucos o encontram.
Eu quero o evangelho completo:
Porque sou completamente perdido, o veredito de Deus é completamente justo, e minha condenação é completamente certa.
Meu coração é completamente depravado e meu pecado é completamente meu.
Meus esforços são completamente fúteis e minhas tentativas de fuga completamente sem esperança.
Preciso de um Salvador completo, cujos sofrimentos completos satisfazem completamente um santo Deus.
Por favor, não apare as bordas. Está ordenado ao homem morrer uma vez e devo ter certeza que recebi certo.
Porque sou completamente perdido, o veredito de Deus é completamente justo, e minha condenação é completamente certa.
Meu coração é completamente depravado e meu pecado é completamente meu.
Meus esforços são completamente fúteis e minhas tentativas de fuga completamente sem esperança.
Preciso de um Salvador completo, cujos sofrimentos completos satisfazem completamente um santo Deus.
Por favor, não apare as bordas. Está ordenado ao homem morrer uma vez e devo ter certeza que recebi certo.
Eu tenho que ter o evangelho completo – dê a mim certo. Nada mais servirá!
Sim… Deus nos ajude, vamos dar o Evangelho completo.
Sim… Deus nos ajude, vamos dar o Evangelho completo.
Como pregar um falso evangelho em 5 passos fáceis!
0Passo 0: Prepare a si mesmo! Você terá que ter a capacidade de:
- usar versículos isolados e distorcê-los.
- aparentar totalmente bem-sucedido em todas as áreas.
Nota: fique firme e chame todo mundo que falar contra o que você faz de fariseus preguiçosos. Lembre-os que eles não podem julgar. (você pode!)
Passo 1: Mostre somente algumas características de Deus que agradam o ego das pessoas, como:
“… Deus é amor” (I João 4: 8, ARA)
“Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade.” (Salmo 86: 15, ARA)
… e oculte as que não agradam como:
“Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” (Apocalipse 4: 8, ARA)
… tente tornar Deus em um velho bondoso e fraco, mais ou menos como o papai Noel. Jamais como o Rei dos reis, Senhor dos senhores e o justo Juiz.
… se você quiser elogiar bastante a pessoa nesta etapa também é muito bom. Assim ela não ficará intimidada. Bajule bastante!
Passo 2: Ofereça motivos para as pessoas virem para Deus, como:
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (João 1: 12, ARA)
… se possível, mostre como Deus tem te abençoado materialmente. E enfatize as bênçãos:
“Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos” (Deuteronômio 28: 2, ARA)
… e oculte a depravação total do homem e a justa condenação de Deus sobre o pecado, como:
Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.
“Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam”
“Veneno de serpentes está em seus lábios”
“Suas bocas estão cheias de maldição e amargura”
“Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz”.
“Aos seus olhos é inútil temer a Deus”. (Romanos 3: 10-18, NVI)
“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” (Mateus 10: 28, ARA)
… ou se for falar em pecado, não intimide a pessoa. “Julgar é muito feio”. Lembre que todos somos pecadores. Não há necessidade de mostrar a gravidade do pecado. E nem pense em fazer a pessoa se sentir culpada pelos seus próprios pecados. Portanto, use versículos generalistas e os amenize, como:
“pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3: 23)
Passo 3: Mostre que para a pessoa receber todos aqueles benefícios ela deve “aceitar” Jesus:
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3: 16, ARA)
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (Apocalipse 3: 20, ARA)
Nota: esqueça o contexto de Apocalipse 3 que refere à igreja e não aos não-convertidos.
… oculte a loucura da pregação do Evangelho da cruz. É muito sanguinário e não queremos ofender ninguém.
Passo 4: Faça uma oração com a pessoa, de preferência a faça repetir palavras que ela nem tem idéia do que signifique, mas lembre de afirmar que Deus vê o coração. Contudo não a deixe fazer uma oração que vem do coração dela, que teoricamente deveria estar arrependido.
Passo 5: Afirme categoricamente que a pessoa é salva. E deturpe I João:
“Aquele que tem o filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (1 João 5:12, ARA)
Nota: esqueça que todo livro de I João foi escrito para saber se uma pessoa é salva ou não e reduza ter o Filho de Deus em fazer uma oração.
FONTE: http://voltemosaoevangelho.com
OBS: "Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
CLERO E LEIGOS
0Prosseguimos em perpetuar o sistema de clero e laicato. Os pastores se queixam de que o nível de compromisso das pessoas com o Senhor já não é o mesmo de antes, quando eram mais jovens. Eles sentem que estão empurrando os santos feridos para fora, castigando, murmurando e criticando. Eles ensinam, aconselham, mas quase sem resultado. O pecado, a falta de visão e os cuidados da vida têm neutralizado a média dos cristãos. Alguns pastores se conscientizam que ao laicato deve ser dada uma oportunidade de crescer, apoiando os estudos bíblicos ou as reuniões domésticas. A maioria admite ter gasto um tempo enorme à procura de líderes maduros, que façam as pessoas participarem. Eles acabam fazendo reuniões em casas, as quais se assemelham às reuniões da “igreja”, onde existe limitada liberdade e participação da média dos santos. Alguns dominam as reuniões. As pessoas se acostumaram de tal modo a ser cuidadas, e a ser meras observadodoras, que nunca aprendem a ser participantes. Elas vêm para ser apascentadas e não têm muito para compartilhar. Mas, de quem é a culpa?
A condição da igreja moderna na América não é apenas culpa do clero, pois se este não satisfaz o laicato, acaba perdendo o emprego. Ele teme que facções inteiras de membros deixem a igreja, se realmente a verdade for pregada. Também é culpa do laicato, esse cristão de meio expediente, o qual dedica a semana inteira ao seu negócio, mal tendo o pensamento de um segundo voltado para o Senhor, aparecendo aos domingos para cantar alguns hinos e ser entretido. Eles criticam a mensagem, se esta for longa demais, ou muito resumida, quando não concordam com a mesma, ou se não a consideram bastante dinâmica. Depois, tomam uma xícara de café, fazem uma visita e em seguida voltam para casa, para a sua vida normal.
E o que dizer do evangelho? Uma vergonha para a média dos membros da igreja! Quando foi a última vez em que os cristãos compartilharam o evangelho com um amigo ou vizinho? Na semana passada, no mês passado, no ano passado? Não estou apenas sendo crítico - existem estatísticas que apóiam o fato de que o cristão comum raramente dá testemunho de sua fé. Que tipo de relacionamento e compromisso tem um cristão que não compartilha a sua fé? Quando muito alguns deles conseguem levar um amigo à igreja, onde o pastor vai pregar o evangelho para ambos.
Ora, para algum de vocês que diga que estou sendo crítico demais e que a sua igreja é diferente, admito que você e sua igreja sejam honrosas exceções. Seu pastor deve ser fantástico, dando realmente à igreja a oportunidade de funcionar de maneira significativa. Você pode ter uma nata especial de santos que se dispõe a servir na EBD, no aconselhamento nas visitas aos novos convertidos, aos enfermos, etc. Seus irmãos e irmãs em Cristo podem ser os seus melhores amigos e deveriam ser. Tenho estado em igrejas assim, mas devemos admitir que se trata de uma exceção em vez da regra. A maioria das igrejas tem uma nata compromissada, mas isso acontece cada vez menos.
Lacaiato: grupo de leigos
http://www.desafiodasseitas.org.br
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Aprendendo com o passado, entendemos o presente, discernimos o futuro.
0O objetivo não é fazer apologia contra a Reforma Protestante ou menosprezar os reformadores como Calvino, Lutero, Ziínguio e etc, mas é provocar seu senso crítico em relação a verdadeira necessidade da Igreja moderna.
Sabemos do legado que os Mártires e Reformadores deixaram para nós, e somos agradecidos pelos atos de coragem que cada um se sacrificou. Alguns até com a sua própria vida, e outros perderam a liberdade.
Suas histórias são inspiração para continuar a luta pela causa, podemos citar entre outro John Huss, que morreu cantando durante sua execução na fogueira.
Mas particularmente acho incoerente a idéia de reformar o meio que deveria já estar “ou teoricamente” reformado, visto que é esta base, de onde, nós, os cristão, surgimos.
Segue a pergunta, porque hoje, não vivenciamos nem sentimos as causas deste ‘efeito reforma’ nas igrejas dita cristãs, evangélicas, protestantes e etc? Seria a reforma de Lutero insuficiente para mudar a igreja cristã?
A reforma não está fora de moda, muito pelo contrário, "Ecclesia reformata et semper reformanda est" (A igreja reformada está sempre se reformando), mas prefiro usar sem a intenção de criar uma nova doutrina ou até outro seguimento a PALAVRA “RETORNO” como escrito em Jeremias 6:16 ‘Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas: mas eles dizem: Não andaremos’.
Sinto que é hora da verdadeira Igreja de Cristo se levantar e não cometer o mesmo erro da igreja de Éfeso em Apocalipse 2:4 – ‘Tenho, porém , contra ti que abandonaste o teu primeiro amor’. Somos testemunhas do que estão fazendo com a igreja, lobos e salteadores enriquecendo descaradamente a sombra de gente sincera que deposita a fé em homens de fazem de povo fonte de riqueza e poder com escrito em 2 Pe 2.3 – ‘ E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.’
Sinto que é até mesmo desleal para os que são sinceros e desejam simplesmente viver um evangelho autentico, puro e sem invenções.
Bem a reforma lutou e luta até hoje para estabelecer seus princípios que os reformadores se basearam pára a defesa da verdade.
Porém, há um porta se abrindo para aqueles que sente que é hora de Retornar aos princípios, que querem quebrar paradigmas milenares que tentar engessar a palavra de Deus para os padrões mundanos deste sistema governado por Satã.
Pois: Aprendendo com o passado, entendemos o presente, discernimos o futuro.
Necessitamos nos unir para a favor de uma ética cristã nesta nação, não dá mais para tolerar estes ‘impastores’, ‘popstores’, ‘paipostolos’, reinventarem o evangelho do “Evangelho Segundo EU”, é hora dos valentes saírem das catacumbas e florestas e darem suas caras e corpos a fogueira inquisitória que já eliminas os guerreiro como o fogo gélido da religião.
Não tenho todas as repostas para a solução dos problemas da igreja, mas confio na palavra da ao profeta Elias em ‘1Reis 19:18 - Também eu fiz ficar em Israel sete mil; todos os joelhos que se não dobraram a Baal, e toda a boca que o não beijou.’ Ou seja, a cada dia, sinto que a Verdadeira Igreja de Cristo vem ressurgindo das cinzas que Constantino tanto quis apagar a 1700 anos atrás, agora é a hora dos valentes, que não se dobraram ao sistema religioso, e crê que no Resgate, no Retorno. O Retorno ao simples, a palavra, a oração a comunhão, no partir do pão e na alegria de testemunhas as maravilhas do Pai a toda criatura.
Nunca houve tanto acesso a literatura, informação, cultura, como nos nossos tempos, os próprios mártires e reformadores nos deixaram preciosas e poderosas armas contra a alienação e ignorância, somente, necessitamos saber usar para defender a verdade do evangelho e anunciar o Reino de Deus como realmente ele é.
A REFORMA PROTESTANTE, DEVERIA NASCER COMO UM DESEJO ARDENTE DE 'RETORNAR' AOS PRINCIPIOS SIMPLES E PUROS DO CRISTIANISMO PRIMITIVO.
A REFORMA PROTESTANTE, DEVERIA NASCER COMO UM DESEJO ARDENTE DE 'RETORNAR' AOS PRINCIPIOS SIMPLES E PUROS DO CRISTIANISMO PRIMITIVO.
- Reformar: Sempre
- Revolucionar: se necessário
- Rebelar-se: JAMAIS!!!
ZÉ GERALDO
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
5 Distorções Atuais do Evangelho
01) O Evangelho Bolo de Caixinha: Se você deixa de fora os ingredientes principais, nossas almas nunca se “elevarão” a Deus. Não precisamos da mensagem reduzida a alguns elementos irreduzíveis, precisamos do Evangelho completo. Você não espera que seu carro ande sem todas as peças. Você não espera que seu corpo funcione sem todos os órgãos funcionando adequadamente. Você não espera que um bolo fique gostoso se ele é feito e misturado sem os ingredientes certos. O evangelho sem arrependimento não é o Evangelho. Atos 18.26: Logo [Apolo] começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áqüila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus.
2) O Evangelho Cultural: Esqueça o vendedor pós-moderno e vá ao coração da necessidade humana que nunca muda. Entender a “cultura” é muito menos importante que saber o que a Bíblia diz sobre todo coração humano separado de Deus. Nós não precisamos do habilidoso pessoal de vendas distribuindo o Evangelho. Precisamos de mensageiros corajosos, cheios do Espírito, com um coração repleto de compaixão pelos perdidos. O evangelho sem a verdade autoritativa/obrigatória não é o Evangelho. Atos 17.30: No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam.
3) O Evangelho Legal: Jesus transcende as tendências da moda. O Jesus do marketing é ineficaz e medíocre. Não precisamos “embelezar” a mensagem, precisamos anunciá-la. Precisamos parar de redesenhar Jesus em algum esforço equivocado de fazê-lo mais atraente. Jesus não precisa ser mais parecido conosco; nós precisamos ser mais parecidos com Ele. O evangelho enrolado num pacote estiloso não é o Evangelho. Apocalipse 3.17: “Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu”.
4) O Evangelho Carnal: O que Jesus pode fazer por mim: saúde, prosperidade, alegria sempre, dor nunca? Jesus resolve essas questões, mas não da maneira que poderíamos pensar. Ele mudará o que você quer muito mais do que o que você tem. O evangelho egoísta que promete coisas que Jesus não promete é uma mentira e está sentenciando os perdidos que o ouvem a uma surpresa chocante na eternidade. O evangelho do “primeiro eu, depois Jesus” não é o Evangelho. Marcos 8.35: “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.”
5) O Evangelho Cuidadoso: Não vamos irritar ninguém, apenas deixe-os confortáveis e retornando; haverá muito tempo para as pessoas perceberem. O evangelho do “traga-os à igreja, e na hora tudo virá junto enquanto não os ofendermos” é um evangelho perigoso. Boas intenções não são bastante. O evangelho sem urgência não é o Evangelho. 2 Coríntios 6.2: Digo-lhes que agora é “O TEMPO FAVORÁVEL”, agora é “O DIA DA SALVAÇÃO”!
Você entende as implicações de um evangelho distorcido? Que horror imaginar que muitas pessoas pensam que estão prontas para encontrar-se com Deus, apenas para descobrir que nunca estiveram porque criam em um evangelho distorcido. Mateus 7 prediz uma cena assim de surpresa chocante. Mateus 7.22-23: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. AFASTEM-SE DE MIM VOCÊS, QUE PRATICAM O MAL!”.
Eu Quero o Evangelho Completo
Cada grama da verdade; dê-me exatamente como está na Bíblia.
Eu quero o evangelho completo:
Não dilua a água da vida – não satisfará minha alma sedenta.
Eu quero o evangelho completo:
Acenda a luz de Jesus Cristo e não cubra meus olhos – eu preciso de cada raio de Sua radiante glória para dispesar as trevas em mim.
Eu quero o evangelho completo:
Não feche a porta, ou posso não adentrar.
Eu quero o evangelho completo:
Preciso de um mapa para o caminho estreito, pois poucos o encontram.
Eu quero o evangelho completo:
Porque sou completamente perdido, o veredito de Deus é completamente justo, e minha condenação é completamente certa.
Meu coração é completamente depravado e meu pecado é completamente meu.
Meus esforços são completamente fúteis e minhas tentativas de fuga completamente sem esperança.
Preciso de um Salvador completo, cujos sofrimentos completos satisfazem completamente um santo Deus.
Por favor, não apare as bordas. Está ordenado ao homem morrer uma vez e devo ter certeza que recebi certo.
Eu tenho que ter o evangelho completo – dê a mim certo. Nada mais servirá!
Sim… Deus nos ajude, vamos dar o Evangelho completo.
por James MacDonald - http://iprodigo.comtraducoes5-distorcoes-atuais-do-evangelho.html
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Sete razões para estudar o passado da Igreja
0Apesar de trabalhar principalmente como web designer, e ter feitos vários treinamentos em outra área da computação (administração de redes, para quem interessar), a parte mais significativa da minha educação foi em História. Foi História que eu estudei na faculdade e ela é, de muitas formas, meu primeiro amor. Assim como eu amo ler livros sobre vida cristã e crescimento espiritual, estou sempre ansioso para mergulhar no meu próximo livro de História. Mesmo depois de dez anos após me formar na faculdade, eu continuo a ler sobre História, e em particular, a história da Igreja.
Conforme li sobre a igreja do primeiro século, percebi a bênção que é viver nessa geração – nossa geração. Quanto mais eu estudo sobre os primeiros cristãos, mais eu vejo o quão grande é o legado que nós, seguidores de Cristo, possuímos. A fé como nós a conhecemos hoje não foi nos entregue simplesmente, mas foi dolorosamente desenvolvida por centenas e milhares de anos. As Escrituras têm sido minuciosamente estudadas através de todos esses anos e o padrão normal tem sido de alguns muitos passos à frente e alguns grandes passos para trás. Às vezes, Deus permite que a Igreja dê um passo gigantesco à frente, como nos dias da Reforma, mas é mais comum que a Igreja vagarosa e deliberadamente desenvolva doutrinas de acordo com a Escritura. Hoje, temos acesso sem precedentes à Escritura e aos recursos para estudar a Bíblia. Por essas coisas, devemos ser profundamente gratos.
Eu pensei que seria interessante listar algumas das razões que nós, como cristãos, deveríamos levar em conta no estudo da história da Igreja.
Deus nos manda: A Bíblia constantemente nos exorta a buscarmos e lembrarmos o passado. O Antigo Testamento, em particular, está cheio de referências a Deus ordenando aos israelitas que se lembrem de Seus feitos no passado. Ele instituiu várias cerimônias e festas que faziam com que Seu povo se lembrasse de olhar o que Ele havia feito por eles. O que estava implícito nessas cerimônias e festas era um gostinho do futuro. Assim, quando olhamos para o passado, podemos imaginar um pouco do que Deus tem guardado para nós no futuro.
“Pergunte às gerações anteriores e veja o que os seus pais aprenderam, pois nós nascemos ontem e não sabemos nada. Nossos dias na terra não passam de uma sombra. Acaso eles não o instruirão, não lhe falarão? Não proferirão palavras vindas do entendimento?”(Jó 8.8-10)
Os pilares e monumentos do passado servem como constantes lembretes da fidelidade de Deus. Eles servem para aumentar nossa fé e nos dar a certeza que assim como Deus agiu no passado, ele agirá no futuro.
Para entender o hoje: Deveríamos estudar o passado para entender o presente. O estudo da História, quando feito corretamente, é sempre uma experiência de humildade. Permite-nos entender e simpatizar com os infortúnios daqueles que vieram antes de nós. Ajuda-nos a entender as bênçãos que hoje podemos desfrutar e que nem sempre foram desfrutadas por nossos irmãos e irmãs no passado. E também nos previne de desenvolver uma perspectiva da fé que seja simploriamente focada em nossos dias e que ignore a longa e documentada história da Igreja. Mostra-nos que não somos tão diferentes de nossos irmãos e irmãs de tempos passados e nos ajuda a evitar os mesmos pecados e erros que eles cometeram.
Para entender o amanhã: História não é só o estudo do passado como uma tentativa de entender o presente, mas é também uma tentativa de entender e até prever o futuro. Quando reconhecemos os padrões dos dias passados, podemos começar a formular idéia a respeito de aonde as tendências atuais nos levarão. Ao entender o passado nós começamos a entender o futuro. Quando entendemos aonde as tendências correntes estão nos levando, podemos reagir e evitar caminhar por caminhos que já vimos ser perigosos.
Para entender a Providência: Nós cristãos somos freqüentemente acusados de nos focarmos no presente e olharmos com ansiedade para o futuro, esquecendo completamente do passado. Mas fazer isso é perder de vista os ensinamentos preciosos do passado. Em tempos anteriores, Deus revelou a si mesmo de formas poderosas, continuamente sustentando seu povo em meio a perseguições e tribulações. Quando estudamos o passado, podemos ver muitas das formas nas quais a providência divina se manifestou. Isso pode servir como uma valiosa ferramenta de ensino enquanto nos preparamos para enfrentar perseguições e tribulações nos nossos dias. Isso pode e deve nos levar a um maior amor e maior apreciação por Deus e nos dar maior confiança em Suas promessas. Assim como Ele têm sido fiel a homens e mulheres por muitas gerações, Ele será fiel a nós e aos nossos filhos. Essa certeza nos dá muita estabilidade em nossa fé.
Para entender os erros: Muitas vezes a história da Igreja é uma história de ação e reação. Muito da teologia cristã foi desenvolvido e fortalecido em reação a erros e heresias. Quando visitamos o passado podemos ver como o erro chegou à Igreja e vemos quais erros estão sendo cometidos hoje, e como muitos deles foram solucionados no passado. Isso é de grande valor ao enfrentarmos os inevitáveis erros de nossos dias. Muitos cristãos entram em novas batalhas a respeito de doutrina quando poderiam receber grande ajuda de grandes teólogos do passado que já batalharam sobre as mesmas coisas. Ao estudar o que já aconteceu, podemos evitar erros futuros e mesmo os acontecimentos que precedem os erros.
Para entender as pessoas: Todos nós gostamos de pensar em quem convidaríamos para almoçar se pudéssemos escolher pessoas famosas que viveram no passado. Obviamente, não podemos falar e/ou conversar com essas pessoas. Mas ao estudar História, podemos conhecê-los e entendê-los. Podemos ver as partes de suas vidas que glorificaram a Deus e as partes que o desonraram. Podemos enxergar o que os levou a uma posição proeminente na Igreja e talvez as falhas de caráter que os levaram a cair. Podemos aprender não só com a história em si, mas com pessoas que viveram em um determinado período da história.
Para entender a perseverança: Desde que Cristo subiu aos céus, cristãos vivem na espera por seu retorno. Aqueles que viveram no primeiro século esperavam que esse evento fosse iminente. Mesmo assim, após dois milênios, nós continuamos a esperar. Ao olharmos para a História, nós nos deparamos com o conhecimento de que a volta de Cristo pode estar ainda muito distante. E quando vemos como homens e mulheres perseveraram por toda a história da Igreja, somos fortalecidos por essa perseverança, sabendo que nós, seremos testemunhas do retorno de Cristo quando esse grande dia finalmente chegar.
Você acha que há mais razões além dessas? Se sim, sinta-se à vontade para postar nos comentários.
Artigo retirado de iPródigo: http://iprodigo.com
DIFERENÇAS ENTRE O QUE É BOM E O QUE É ESSENCIAL
0Tentaremos encorajar o leitor a pensar de uma maneira diferente.
Vamos começar com a seguinte pergunta: 'Comer carne é bom?', muitos dirão que sim, mas segue outra pergunta;
''Mas é essencial?' ou seja, se separarmos a carne de sua dieta diária, você irá morrer?
Pensando de uma outra forma: 'Ir a igreja é bom?' muito dirão, que sim, mas é essencial?
Pense comigo, se eliminarmos os templos, igrejas, salões, os cristão desapareceriam? Se proibissem os cultos, a igreja deixaria de existir? Se não tivesse mais grupo de louvor, coral, coreografia, deixaria de ter o culto? Se fosse eliminada a pessoa do pastor, deixaria de ter pregação?
Claro que não! Jesus nunca precisou de Templos, salões, grupo de louvor e "pop stars", para propagar a sua palavra e salvar vidas.
Tudo isto pode ter aparência de bom, mas não é essencial Col.2:22-23.
O essencial e saber que: 'Mateus 18:20 Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí, estou eu no meio deles.'
A verdadeira Igreja de Cristo e esta está em maiúsculo, não está presa numa gaiola de ferro e concreto, mas está livre e dinâmica para proclamar o Reino de Deus, pois fomos chamados para atender o Ide e não o Vinde para nossos templos. como está escrito: 'Marcos 16:15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.' Isto sim e essencial.
por: Zé Geraldo
sábado, 18 de dezembro de 2010
AVIVAMENTO? QUE AVIVAMENTO?
0———————————————
Dizem os evangélicos gospel que a igreja brasileira esta passando por um grande avivamento. O crescimento do numero de evangélicos, a grande quantidade de igrejas e ministerios, os milagres, as músicas atraindo cada vez mais gente de fora da igreja, enfim, são muitos os supostos argumentos a favor do avivamento brasileiro.Bem! Diante dos fatos sociais em questão na nossa ilustríssima nação brasileira, pergunto pois a todos os cristãos desse país (incluindo eu mesmo) :- Que avivamento é esse, onde a maioria dos lideres se corrompem, tanto na politica quanto na igreja e exploram o povo?- Que avivamento é esse, se não damos valor as nossas mulheres, fazendo do Brasil um dos paises mais promíscuos do mundo?- Que raio de avivamento é esse, se não conseguimos mostrar um caminho melhor para as prostitutas, para os bebados, para os marginalizados que a sociedade joga no lixo?- Que porcaria de avivamento é esse, se quase todos os cristãos são hipócritas, e não se interessam pelo próximo, a não ser pelo seu próprio umbigo?- Onde esta esse tao falado avivamento, enquanto milhares de pessoas passam fome todos os dias?- Pra onde foi o avivamento, ja que ao invés de arregaçarmos as mangas, ficamos discutindo se o terremoto foi causado por mão divina ou falha geográfica natural?- Que avivamento tem nesse pais, onde ao inves de darmos soluções práticas aos jovens, fazemos com que eles entrem para o mundo da promiscuidade sexual?- Que avivamento temos aqui, se 90% do nosso sistema de igrejas são dominados pelo império religioso apóstata norte-americano?- Que avivamento estamos experimentando, se a receita gerada pelas igrejas evangélicas chegam a ultrapassar mensalmente os 2 bilhões de reais so no Brasil, e são usados descaradamente para enriquecer as denominações, construir templos inuteis e bancar campanhas politicas e imperios religiosos com disfarce de missões, enquanto milhões de pessoas no mundo inteiro carecem de auxilio?- Mas que avivamento estao falando por ai, enquanto alguns politicos ditos evangélicos oram depois de receberem propina e roubar do povo?- Onde esta o avivamento, se as igrejas estao brigando por numero de fieis?- Me ajudem a ver o avivamento, já que nenhuma das igrejas tem a mesma posição em relaçao a coisas práticas da vida humana, já que não há unanimidade entre os irmãos que dizem professar a mesma fé.Acorda igreja brasileira! Não estamos vivendo em avivamento nenhum! O diabo tem seduzido a igreja com essa ilusão de avivamento, e nós caimos nela! Não damos assistência as pessoas necessitadas, não damos um caminho honesto e justo para aquelas pessoas que tanto condenamos, nossa educação tem sido pessima, tanto em nível teologico quanto em nível científico-social, temos levantados as mãos ensanguentadas para o céu, sujas com o sangue dos inocentes explorados, enquanto adoramos a um deus que se traveste do Senhor Jesus, quando na verdade é o proprio diabo! Sim, precisamos acordar, enquanto há tempo! Vamos parar com nossa religiosidade mediocre, e vamos viver o Evangelho! Eu, voce, nós precisamos mudar esse quadro! Aí sim, quem sabe, haverá esperança para a igreja brasileira…FONTE: Blog do Renatim - http://renatim.wordpress.com/
Mais uma coisa: por gentileza não distorçam minhas palavras, não tirem frases do contexto e nem mesmo concluam fatos, pois este texto não foi feito para gerar especulações e adivinhações.
ESTAMOS SEM RUMO?
0Alguns cristãos estão contentes com a igreja moderna e não têm nenhum interesse em em encontrar aquela estrada que ficou para trás. Mas há aqueles que não estão contentes e que sentem uma agitação em seus corações, uma agitação colocada pelo Espírito Santo que diz: "ainda temos muito que fazer". Se você estiver no campo, é por você que estou procurando para encorajar e compartilhar a mensagem dentro deste livro. Este movimento do Espírito Santo vem com tal força que funcionará com qualquer igreja estabelecida que estiver disposta a subir a bordo. Deus tem seu modo de agir, com ou sem nós. É imperativo que cada igreja disposta a subir a bordo. Deus tem seu modo de agir, com ou sem nós. É imperativo que cada igreja estabelecida encontre uma porta e atravesse os muros da tradição construídos ao redor de sua igreja. Estamos observando os tempos e a realidade focalizada por esta passagem:
O mundo estará distraído em banquetes, festas e casamentos -- tal como foi no tempo de Noé, antes da vinda repentina do dilúvio; o povo não queria acreditar no que estava para acontecer, até que o dilúvio realmente veio e os levou a todos. Assim será na minha vinda. (Mateus 24:37-39).
Muitos cristãos percebem que aquele mesmo sucesso da igreja primitiva está disponível agora, em nossos dias, há uma intensa agitação na Igreja de Jesus Cristo. Na medida em que penetramos neste novo milénio, o status quo já não mais interessa a muitos cristãos. Outro grande movimento do Espírito Santo está a caminho de tocar Sua igreja desde católicos, carismáticos e todos os demais. Líderes da igreja que sentem este Movimento do Espírito estão indo à luta para inspirar suas congregações que se acomodaram no conforto da tradição.
Crentes, que sentem este movimento do Espírito, estão indo à luta para inspirar as lideranças da igreja que seacomodaram nas suas posições denominacionais e sectárias. Muitos crentes ouvirão a chamada do Espírito Santo para preparar o caminho para a Segunda Vinda do Senhor. Eu encorajo o corpo de Cristo a tolerar tanto aqueles que ouviram a chamada como aqueles que não a ouviram. Vamos construir, não destruir. Não há tempo para distrações desnecessárias que demoram e solapam nosso espírito. Lembremos-nos que a igreja pertence a Cristo, e de que Ele é capacitado para conduzi-la. Sigamos os exemplos de Jesus e de Paulo, que foram para a sinagoga local e tentaram influenciar primeiramente os judeus. Agradeçamos a Deus pela provisão de odres novos para aqueles que desejam manter boas relações no acompanhamento do movimento do Espírito Santo. Esta liberdade mantém sua igreja progredindo até que Ele volte para ela.
O mundo estará distraído em banquetes, festas e casamentos -- tal como foi no tempo de Noé, antes da vinda repentina do dilúvio; o povo não queria acreditar no que estava para acontecer, até que o dilúvio realmente veio e os levou a todos. Assim será na minha vinda. (Mateus 24:37-39).
Muitos cristãos percebem que aquele mesmo sucesso da igreja primitiva está disponível agora, em nossos dias, há uma intensa agitação na Igreja de Jesus Cristo. Na medida em que penetramos neste novo milénio, o status quo já não mais interessa a muitos cristãos. Outro grande movimento do Espírito Santo está a caminho de tocar Sua igreja desde católicos, carismáticos e todos os demais. Líderes da igreja que sentem este Movimento do Espírito estão indo à luta para inspirar suas congregações que se acomodaram no conforto da tradição.
Crentes, que sentem este movimento do Espírito, estão indo à luta para inspirar as lideranças da igreja que seacomodaram nas suas posições denominacionais e sectárias. Muitos crentes ouvirão a chamada do Espírito Santo para preparar o caminho para a Segunda Vinda do Senhor. Eu encorajo o corpo de Cristo a tolerar tanto aqueles que ouviram a chamada como aqueles que não a ouviram. Vamos construir, não destruir. Não há tempo para distrações desnecessárias que demoram e solapam nosso espírito. Lembremos-nos que a igreja pertence a Cristo, e de que Ele é capacitado para conduzi-la. Sigamos os exemplos de Jesus e de Paulo, que foram para a sinagoga local e tentaram influenciar primeiramente os judeus. Agradeçamos a Deus pela provisão de odres novos para aqueles que desejam manter boas relações no acompanhamento do movimento do Espírito Santo. Esta liberdade mantém sua igreja progredindo até que Ele volte para ela.
sábado, 11 de dezembro de 2010
'JESUS MANIFESTO'
0
"O que é o Cristianismo? É Jesus. Nada mais, nada menos. Cristianismo não é uma ideologia.
"Cristianismo não é uma filosofia. Cristianismo são as “boas novas” de que Beleza, Verdade e
Bondade são encontradas em uma pessoa. A comunidade bíblica foi fundada e é encontrada na
conexão com esta pessoa. Conversão é mais do que mudança na direção; é uma mudança na
conexão. O uso de Jesus da palavra Hebraica shubh, ou no seu equivalente Aramaico, que
chamamos de “arrependimento” não implica em ver Deus de uma distância, mas entrar em um
relacionamento em que Deus é o comando central da conexão humana. "
FAÇA O DOWNLOA E LEIA MAIS, PELO LINK:
http://www.4shared.com/get/iMRzrh5T/JesusManifesto-Portuguese.html
"Cristianismo não é uma filosofia. Cristianismo são as “boas novas” de que Beleza, Verdade e
Bondade são encontradas em uma pessoa. A comunidade bíblica foi fundada e é encontrada na
conexão com esta pessoa. Conversão é mais do que mudança na direção; é uma mudança na
conexão. O uso de Jesus da palavra Hebraica shubh, ou no seu equivalente Aramaico, que
chamamos de “arrependimento” não implica em ver Deus de uma distância, mas entrar em um
relacionamento em que Deus é o comando central da conexão humana. "
FAÇA O DOWNLOA E LEIA MAIS, PELO LINK:
http://www.4shared.com/get/iMRzrh5T/JesusManifesto-Portuguese.html
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
E$tão tentando te vender Je$u$?
0
E$tão tentando te vender Je$u$?
E$tão tentando te vender Je$u$? denuncie: i180taubate@gmail.com
CAMPANHA A FAVOR DE UM EVANGELHO PURO E GENUÍNO, APOIE!!!!
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